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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SWU confirma que Brasil ainda não está apto a organizar, produzir e promover grandes eventos.

Sócios,

Faz tempo que não nos falamos! Peço compreensão , pois as últimas semanas foram uma loucura no trabalho e exatamente por essa loucura que decidi ir com mais 2 amigos ao tão esperado SWU para assistir aos shows das minhas bandas favoritas!

Por isso, hoje, peço licença a todos para compartilhar com vocês a opinião de um profissional, mas sob ótica de um consumidor.

Por isso, através de um curto timeline, vou descrever as muitas experiências negativas e positivas do evento.

09/10

Saída, 7:30 am de São Paulo sentido Itu via Rod. Castelo Branco para fazer a triagem do camping e na sequência subir para a arena de shows. No km 78 entramos em Itu e primeira surpresa.....pouca sinalização e orientações de acesso a Fazenda Maeda.

Ao chegar na triagem do camping do “evento sustentável", acreditem um verdadeiro lixão a céu aberto com pouquíssimas latas de lixo, muitas pessoas deitadas no chão e bastante frio. Me permiti especular o que estava ocorrendo e todas essas pessoas estavam na fila desde à 1:30 da manhã e já eram 9:00.

Então entramos na fila... quando de repente fomso informados que o estacionamento só seria gratuito até 10:00 am, mas , com certeza, não completaríamos a triagem até o horário. Então, um de nós pegou o carro e levou até o dito estacionamento. Chegando lá, nenhum, exatamente nenhum, promotor, produtor, segurança, policial, bombeiro e etc sabiam dar uma informação de maneira assertiva, logo já constatamos que os terceiros não haviam passado por treinamento.

Mas tudo bem vamos curtir, ok? Não.. quando decidimos tomar banho descobrimos que a organização não havia nos dados os cobiçados vale banhos e a fila de espera para curtir 7 minutos de água morna era de 2 horas e meia. Tudo bem , vamos tomar cerveja e esperar!

Banho tomado fomos para a Arena, uma confusão para entrar... ( eu já estava ficando muito puto), lá dentro o consumidor sendo feito de idiota... no caixa a cerveja custava 6 reais, com os marreteiros custava 7 reais, mas, nitidamente, a medida que a demanda ia aumentado o preço subia junto, a famosa fórmula oferta x demanda!

O som estava muito baixo e no principal show da noite.. duas quedas de energia, pois ao aumentar o volume das caixas os geradores eram exigidos e adivinhem? Deviam ser geradores pra esquentar água de chuveiro!!!!

10/10

Após dormir apenas 4 horas, acordei e pensei: “Vou aproveitar que está cedo e tomar banho!”, que ilusão: 09:30 da manhã e adivinhem.... FILA!!!! Me dirigi ao café e pela primeira vez durante os 3 dias a fila para fazer a necessidade fisiológica 1 era menor do que a para fazer a 2!!!!

Então vem a surpresa 12:00 decidimos tomar cerveja e ao chegar para pedir uma HEINEKEN passei pelo seguinte diálogo:

- Senhor, só temos Skol ou Itaipava!
- Mas não é um evento patrocinado pela Heineken?
- Não sei senhor! Sei que só temos Skol e Itaipava!
Não acreditando naquilo , perguntei de novo:
- Tem certeza? São cervejas de duas concorrentes: Ambev e Petropolis.
- Ah é? Elas tb patrocinam o evento?
Então desisti e comecei a reparar que todos os freezer eram da Ambev!

Deixei quieto e falei vamos aproveitar! Então uma jovem do camping passou mal e o socorro demorou a chegar, pois, no pronto atendimento, não tinha uma alma viva sequer!

Fomos ao show!!!!!!

11/10

O dia que eu mais esperava!

Resumo:

- Discuti com o marreteiro por causa da palhaçada dos preços, pois o preço da cerveja oscilava mais que ações das empresas X de Eike Batista
- Foi impossível comer qualquer coisa lá dentro.
- O som funcionou melhor!!! Acho que alugaram mais alguns geradores
- Desisti de pegar informações;
- E como consumidor e não profissional ajudei a disseminar o buzz negativo sobre o evento.


Sei que o assunto não está diretamente associado ao Esporte, mas , mais uma vez, o evento foi muito sustentável para o organizadores, afinal 3 dias super lotados, as marcas patrocinadoras , por mais que neguem, terão suas marcas associadas a diversas experiências negativas, os palestrantes do fórum indignados e o consumidor saiu prejudicado sem saber nada de sustentabilidade.


Vamos ficar atentados à organização e produção de eventos, mas acima de tudo aprender a proteger os patrocinadores dentro e no entorno do evento.


Abs

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O oceano azul da Vulcabrás

Sócios,

O governo brasileiro prorrogou por mais 5 anos as medidas de proteção de mercado para o setor calçadista. A sobretaxa aprovada pela Câmara de Comércio Exterior é de U$ 13,85 por par de tênis importado, além da alíquota máxima de até 35% referente à taxa de importação. Além disso, a medida também se aplica a calçados montados no Brasil que possuam 60% ou mais de seus componentes oriundos da China, Vietnã ou Malásia.

A taxação, que até março deste ano era de U$ 12,47, não afeta apenas o famoso BIG 3 (Adidas, Nike e Puma), já que players nacionais são responsáveis pela distribuição de marcas internacionais e em muitos casos apenas montam os produtos em terras canárias.

As implicações de medidas antidumping como esta são percebidas em toda cadeia de valores do mercado de artigos esportivos e os reflexos na ponta de gôndola são inevitáveis, mas, de maneira simplista, gostaria de destacar o ambiente favorável para se criar um oceano azul da Vulcabrás. Devido a sobretaxa os preços dos produtos importados, com alta tecnologia e alto valor agregado aumentarão significativamente sob ótica do consumidor final (elevação do custo percebido) que naturalmente tenderá a analisar preço dos concorrentes antes da decisão final de compra.

O mercado de artigos esportivos depende e muito da venda de calçados e principalmente dos produtos da categoria Running. Nesse sentido, varejistas e indústria batalham árduamente para balancear vendas de calçados, vestuários e acessórios, pois, desta forma, conseguirão manter crescimento sustentável de seus negócios, ou seja, em caso de “crise”em uma das três categorias as outras equlibrariam as finanças do negócio.

O fato é que o grande prejudicado dessa história é o consumidor final, pois, como apaixonado por tênis, afirmo que as tecnologias importadas não se comparam as nacionais, seja por insumos ou maquinários utilizados no processo produtivo e por isso abaixo detalho resumidamente os porquês seremos prejudicados.

Tal contexto de consumo associado a perda de competitividade das marcas importadas acarretam em possíveis medidas para manutenção de mercado, mas que muitas vezes não são implementadas por jogos de interesses entre os intervenientes da cadeia. Começemos com os varejistas: estes poderiam aceitar um mark up menor das marcas importadas, conseguindo oferecer preços competitivos das mesmas, não ficariam dependentes do fornecedor brasileiro, manteriam sell out equilibrado, mas o impacto em sua lucratividade seria inevitável.

As marcas importadas por sua vez poderiam reduzir suas margens (mantendo ou não o mark up para o varejista), aumentar sua capilaridade de distribuição, intensificar a terceirização de produção nacional o que equilibraria a representatividade importados x nacionais nos seus negócios e maximizar seus investimentos em marca e trade marketing.

O consumidor por sua vez, me permitam usar e abusar de utópias, poderia boicotar marcas nacionais, aproveitar o crédito e facilidades de pagamento e até mesmo favorecer varejistas que lhe dê boas opções de compra.
Agora a grande beneficiada, a Vulcabrás, o que pode fazer? Aproveitar e muito os próximos 5 anos para consolidar ainda mais sua liderança de mercado e encontrar seu oceano azul, afinal ,com a sobretaxação, a empresa conseguirá aliar volume e margem.

Na prática acontece da seguinte forma, o fornecedor brasileiro aproveita o aumento de preços das marcas importadas, aumenta seu preço e mesmo assim será a melhor opção de compra para consumidores que valorizam o atributo “preco”, oferece um mark up maior ao varejista que optará por comprar produtos do portifólio da marca brasileira, já que a mesma estará investindo pesado em ações de trade marketing, marketing esportivo e campanhas publicitárias, paralelamente a marca nacional melhorará a qualidade dos produtos de seu portifólio e o resultado não falhará, menos dias em estoque, aumento de sell out, aumento de margem para varejista e marca. Pode ser a invasão de Olympikus nos pés do pessoal.

Nós consumidores pagamos o pato, mas não podemos negar que a estratégia da marca nacional otimiza o cenário favorável e é extremamente agressiva. Particularmente, acredito ser uma grande “best practices” de lobby e estratégias gerenciais.

Abs a todos







quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Expansão do ciclismo e a falta de investimentos consistentes

Sócios,
Atualmente o ciclismo nacional passa por um momento de forte expansão na quantidade de eventos e entrada de grandes players internacionais focados em bicicletas de alto valor agregado. Além disso, o aporte do Banco do Brasil à Confederação Brasileira de Ciclismo, o patrocínio da Petrobrás, a forte equipe de Paulínia e a alocação de recursos para eventos da modalidade por parte da Claro, quando associados à grande exibição do ciclismo em horário nobre e apelos de responsabilidade sócioambiental resultam em atletas vencedores e aumento da base de praticantes entusiastas em todo território brasileiro.

É nesse cenário de alta competitividade e crescimento que fica evidente o quão longe este mercado está de sua consolidação e de práticas agressivas de mercado (isso quando comparado a outros segmentos de mercado). O mercado das “magrelas” , com frota estimada entre 65 e 70 milhões, gera 200 mil empregos diretos (número que custo a aceitar) é dominado hoje pelas marcas Caloi e Houston, com 13 e 12 % de market share respectivamente. O que impressiona é a projeção de vendas na casa de 6,5 mlihões de unidades até o final de 2010.

Por outro lado, se analisarmos o mercado como um todo concluiremos que 45% do mercado estao pulverizados entre bicicletarias, pequenas marcas e na informalidade. Além disso, uma saída a campo confirmará que os intervenientes desta cadeia não estão nem um pouco aptos a aproveitarem esse “boom”, ou seja, jamais o crescimento será sustentável.

Os grandes varejistas se atentaram para essas deficiências e praticamente todos iniciaram vendas de bicicletas em suas lojas físicas e e-commerce, fato que pode no médio e longo prazo implicar em efeitos negativos para os fabricantes, a temida dependência. Sendo assim, qual o papel dos players deste mercado?

Por exemplo, no trade a venda é quase 100% sob a ótica do vendedor e estes possuem pouquíssimos argumentos de vendas, gestão de estoque inexiste, controle fiscal muito menos, assortment plan é desconhecido. Nesse sentido, poderia a indústria influenciar?

Poderia, mas o faz? Os canais de distribuição são poucos explorados e o portifólio é praticamente o mesmo para todos, bikes com preço de entrada misturadas com bikes de alta tecnologia e valor agregado, visual merchandising e planograma sem destaque, políticas de capacitação/treinamentos falhas e sem efetividade, ações conjuntas contra entrada de produtos importados sem unidade, ou seja, a indústria toma as rédeas do mercado ou em breve os quadros e peças chinesas, americanas, etc o fará.

Permitam-me a petulância. Se fosse eu, deixaria a equipe de P&D com os produtos e iria rapidamente desenvolver o mercado!


Abs a todos

Fonte: Máquina do Esporte, Abraciclo, Meio e Mensagem

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Classe C, Esporte e Consumo

Sócios,


São quase 80 milhões de pessoas, sendo 25 milhões recém chegados a desejada condição econômica, considerada a nova e verdadeira classe média, acessam cada vez mais a internet, concentram 50% da renda nacional, ganham até R% 5 mil, consomem seu primeiro carro, imóvel, viagem, adoram os créditos, exigentes na variável preço e adoram compará-lo/pesquisá-lo. Essas são as características da cobiçada classe C, alvo prioritário por grande parte das empresas que desejam alavancar seus negócios e manter o crescimento sustentável de seus lucros.

Essa forte mudança sócio econômica do país, além de deixar a pirâmide mais uniforme, torna hábitos e poder de compra mais homogêneos estimulando ainda mais a competitividade entre as organizações, mas de que forma esse novo cenário pode beneficiar o ambiente esportivo?

Todos sabem que o contexto esportivo tem especificidades mercadológicas peculiares não encontradas nos segmentos de FMCG e bens duráveis, todavia, alguns conceitos, estratégias e planos podem ser adaptados e implementados contribuindo para o aumento de receitas, ganho de competitividade e fidelização do consumidor esportivo.

Sabe-se que existe um esforço absurdo para identificar necessidades/preferência desse público e para fidelizá-lo, algo bastante desafiador devido ao perfil “pesquisador” e consciente de que não pode gastar se aventurar gastando um centavo a mais do seu orçamento. Tais variáveis associadas à imensidão de opções de lazer e consumo corroboram ainda mais a latente necessidade das organizações investirem recursos e tempo para chamar a atenção dos consumidores C.

Nesse sentido, existem dois panoramas passíveis de êxito, empresas que investem no Esporte utilizá-lo como plataforma de aproximação com o consumidor final, destacar o mesmo como um atributo competitivo de seus produtos e gerar brand equity para sua marca. Por outro lado, existe perspectiva das entidades esportivas (clubes, federações, etc) com possibilidade de aumentar suas bases de “clientes”, massificando sua marca e/ou modalidade, tornando-se atraentes comercialmente para potencias patrocinadores e acima de tudo gerando lucros financeiros e esportivos.

Não existe receita de bolo, mas é consenso que o aparentemente inexorável modelo de gestão esportiva está sucateado e ultrapassado e da forma que está sendo conduzido não conseguirá atender uma premissa básica no processo de decisão de compra do público C, segundo palavras de Klein (presidente das Casas Bahia), “É um consumidor que vê o produto como trofeú a ser conquistado, Se o ajudarmos, ele volta”. Então fica a questão, será que patrocinadores e patrocinados entregam tal experiência?
Forte Abs
Fico no aguardo de participações

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Integração do Marketing Esportivo com o Ponto de Venda

Sócios,


Muito se tem discutido sobre as práticas de marketing esportivo no Brasil, que o mercado se profissionaliza, gradualmente implementa boas práticas, que existe demanda, falta profissionais, a iniciativa privada reconhece o esporte, grandes agências entram no mercado, etc, etc.

Até pouco tempo atrás o jargão preferido dos Marketeiros de plantão era o termo “360 graus”, afirmando que essa era a tendência e de fato é! No entanto, no marketing esportivo, na grande maioria das vezes, o “planejamento”(não acredito que seja o termo correto) e definição das estratégias de um organização estão sempre pautados em oportunidades pontuais ou com custo benefício fantástico, ou seja, não se constrói uma história ou parcerias longitutinais, salvo alguns “cases”.

Aqui na empresa o que mais temos discutido é como transformar o Esporte em um atributo de marca que gere vantagem competitiva aos nossos clientes perante seus concorrentes e concluímos que, se tratando de produtos/serviços, duráveis ou não, o ponto de venda é fundamental para processo de consolidação do valor da marca, segundo modelo de Keller: Identidade (conhecimento, Significado (desempenho e imagem), Respostas (Julgamento e Sentimento), Relacionamentos (Ressonância).

Calma, calma lá! Parece meio confuso uma mistura de Marketing Esportivo, Branding e Trade Marketing, mas faz sentido, no entanto, antes de justificar o porquê é importante explicar que Trade Marketing não é Merchandising, confusão comum no mercado, o trade marketing é composto de três pilares que integrados são verdadeiras máquinas para gerar resultados: Merchandising, Treinamento e Promoção, logo fica evidente que também existe complexidade na integração de todos esses conceitos na prática.

Como o objetivo de um post é ser o mais simples possível, talvez a melhor alternativa seja ilustrar e exemplificar de que forma o ponto de venda se tornou fundamental para desenvolvimento da vantagem competitiva oriunda do marketing esportivo, afinal de que adianta ter a visibilidade, ser reconhecida pela credibilidade, bom desempenho, ser bem avaliada e gerar sentimentos positivos pelo consumidor final que disseminará boas informações da sua marca, se no ponto de venda um vendedor bem treinado, dentro de um stand atrativo e interativo localizado em uma loja de uma grande rede varejista, irá informar que um grupo de assets famosos utiliza a marca concorrente e ao comprar o produto o consumidor irá concorrer a uma tarde junto com a equipe patrocinada pelo concorrente e ainda ganhará camisetas autografadas, ingressos vips e quem sabe uma premiação participativa gerando uma experiência de consumo ainda maior. Os resultados, segundo números internos da nossa empresa, em 73,4% dos casos a decisão de compra será influenciada e por mais que existisse a intenção de compra pela marca número 1 o consumidor levará a marca 2.

Por isso, concluimos que a integração com o ponto de venda é fundamental para que o Esporte de fato gere resultados tangíveis para as organizações que investem nessa plataforma, ou seja, dinheiro, divisas, receitas, lucros. Por outro lado, se o objetivo da empresa for apenas visibilidade, ok! Vá em frente é certo que seu retorno de mídia será fantástico, é isso que quer?
Forte Abs a todos
Fico no aguardo da contribuição de vocês
PS: Ponto para a Sky!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Grandes agências iniciam investimentos no Brasil, será o fim dos pequenos players?

Olá Pessoal,

Ontem li no portal Máquina do Esporte a notícia com o seguinte título “Eventos esportivos impulsionam agências no Brasil” (veja mais no link http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/17/17369/Eventos-esportivos-impulsionam-agencias-no-Brasil/index.php) e durante as 12 horas seguintes não parei de pensar e refletir sobre o assunto, afinal, como um dos sócios de uma pequena consultoria de gestão de marcas no esporte, por alguns instantes, fiquei bastante preocupado sobre as possíveis consequências para os negócios de minha organização.

Todos sabemos que o cenário não poderia ser mais favorável já que nós, Brasil, seremos sede dos dois principais eventos esportivos do mundo e os mesmos direcionam outros grandes eventos para o país sede. Além disso, as empresas perceberam que o Esporte pode sim gerar vantagens competitivas para seus negócios, as entidades/instituições esportivas estão acordando para necessidade latente de profissionalização, profissionais estão se qualificando, etc, etc, etc.

Esse contexto está tão evidente que investidores de diversos segmentos começam a apostar no marketing esportivo para aumentar suas receitas, a própria notícia informa: Ronaldo, Nizan e muitos outros, isso sem contar a entrada de grandes players mundiais do segmento. Por isso fica a questão? Como as pequenas e médias empresas deste mercado conseguirão manter competitividade sem ser engolidas pelos gigantes concorrentes?

Particularmente, quando decidimos seguir em frente com a start up Touch Sports avaliamos todos esses riscos e aos poucos temos tentado desenvolver uma metodologia de trabalho pautada em uma política de ganha-ganha para manter um crescimento sustentável, bem como ganhar competitividade. O fato é que os players nanicos insistem na manutenção de posicionamento por nós chamado de “faz tudo”, pois ,mesmo pequenos, disseminam a idéia de que possuem expertise para cuidar desde ativação de patrocínios, gestão de carreiras, gestão de organizações, realização e promoção de eventos a negociações internacionais, ou seja, mais uma vez deixo a crítica- o mercado prostituindo o mercado!

A grande pergunta reside no ponto de como empresas, muitas vezes compostas por equipes de no máximo 8 pessoas, possuem tanta experiência e know how. Nesse sentido, nossos esforços tem se concentrado em, além de prospectar e atender clientes, conscientizar nossos pares sobre a possibilidade de juntos ganharmos mercado e minimizar os efeitos da entrada de grandes players, já que impedir é impossível, pois estes possuem carteiras de clientes consolidadas, ampla rede de contatos e capital para investimentos enormes.

Nosso speech vislumbra basicamente três estratégias: clusterização de competências complementares, joint-ventures e até mesmo fusões. Alguns argumentam que é loucura, pois seria complicado gerenciar egos, compartilhar despesas, riscos e ganhos, mas não é assim que pensamos. Os próximos anos o mercado terá espaço para todos, mas, inevitávelmente, assim como tem ocorrido no varejo e indústria o mercado tende a se consolidar, principalmente nos anos pós 2016.

Além disso, uma estratégia alternativa seria a “venda” dos expertises para esses grandes players, afinal os mesmos precisarão conhecer as especificidades geográficas, políticas, culturais, sociais, blábláblá. Com esse discurso deixo a reflexão para todos intervenientes desta cadeia: Jogar junto ou sair de campo?


Abs a todos

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Federação Paulista de Tênis inicia trabalho integrado para promover mudanças na modalidade

Pessoal,
Fazendo um pouco de jabá!!! A nossa empresa tem desenvolvido um trabalho muito legal com a Federação Paulista de Tênis e acho que todos poderiam acompanhar, opinar e contribuir.

O fenômeno Guga não foi devidamente aproveitado para promover a expansão do tênis no país e tal fato implicou em alterações drásticas no cenário da modalidade no país, pois, logo após as conquistas do ídolo, diversas academias surgiram e a base de praticantes aumentou substancialmente. Mas hoje, o contexto é totalmente desfavorável, já que aproximadamente 70% dos negócios deixaram de existir e a quantidade de praticantes decresce ano após ano.

A Federação Paulista de Tênis sabendo dos atuais desafios, recentemente, iniciou um trabalho integrado para fomentar mudanças gerenciais e operacionais que viabilizem o crescimento sustentável da modalidade e se prepara para implementar um novo modelo de negócio e ampliar o acesso a modalidade, bem como para melhorar a qualidade dos serviços prestados aos tenistas do estado.

Para isso, desde maio, em trabalho conjunto com uma equipe multidisciplinar, tem desenvolvido um trabalho altamente complexo para estruturar um plano de ação capaz de reverter a situação atual. Fazem parte do projeto as equipes da Touch Sports, consultoria especializada em gestão de marcas no esporte, WebJump, agência digital, DGW, assessoria de imprensa, DataSports, empresa especializada em sistemas de informações no esporte e todos colaboradores da entidade.

Seguindo um cronograma rigoroso de atividades, o grupo de trabalho já realizou pesquisas para identificar os gargalos de atendimento, programas de capacitação da arbitragem, requisitos e procedimentos para realização e organização de torneios, revisão do calendário de torneios, promoções mensais, ações em mídias sociais, redefinição de atribuições internas, auditorias para avaliação das competições, entre outras atividades que podem ser conferidas no www.tenispaulista.com.br.

Os primeiros resultados começam aparecer com a participação ativa dos tenistas, técnicos, professores, clubes e promotores de eventos da modalidade. E, sabendo da importância desses intervenientes, a entidade instituiu uma política de transparência na qual os apaixonados pela modalidade podem acompanhar online todas as ações que foram, estão sendo e serão realizadas.
Em breve serão lançados o clube de vantagens, ouvidoria e guia de procedimentos para torneios. A tendência é que a entidade passe a ser gerida cada vez mais orientada para resultados e beneficie muito mais os tenistas paulistas.