Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A mesmice do mercado esportivo

Sócios,

Fusões sem consistência.

Muita fumaça e poucos focos de incêndio.

Pontuais rolando.

Palestrantes de sempre.

Futebol.

Intermediações.

ChoChoCho + BláBláBlá.

Bastante mídia.

Pouco resultado.

Paternalismo nas negociações.

Jovens talentos que não conseguem ingressar no mercado.

Patrocinadores e potenciais patrocinadores perdidos.

Propriedades hipervalorizadas.

Oportunismo.

O mesmo de sempre!


Não são lamentações, afinal por aqui vai tudo bem e muita coisa acontecendo, porém o modelo é sustentável?


Forte Abs

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Classe C, Esporte e Consumo

Sócios,


São quase 80 milhões de pessoas, sendo 25 milhões recém chegados a desejada condição econômica, considerada a nova e verdadeira classe média, acessam cada vez mais a internet, concentram 50% da renda nacional, ganham até R% 5 mil, consomem seu primeiro carro, imóvel, viagem, adoram os créditos, exigentes na variável preço e adoram compará-lo/pesquisá-lo. Essas são as características da cobiçada classe C, alvo prioritário por grande parte das empresas que desejam alavancar seus negócios e manter o crescimento sustentável de seus lucros.

Essa forte mudança sócio econômica do país, além de deixar a pirâmide mais uniforme, torna hábitos e poder de compra mais homogêneos estimulando ainda mais a competitividade entre as organizações, mas de que forma esse novo cenário pode beneficiar o ambiente esportivo?

Todos sabem que o contexto esportivo tem especificidades mercadológicas peculiares não encontradas nos segmentos de FMCG e bens duráveis, todavia, alguns conceitos, estratégias e planos podem ser adaptados e implementados contribuindo para o aumento de receitas, ganho de competitividade e fidelização do consumidor esportivo.

Sabe-se que existe um esforço absurdo para identificar necessidades/preferência desse público e para fidelizá-lo, algo bastante desafiador devido ao perfil “pesquisador” e consciente de que não pode gastar se aventurar gastando um centavo a mais do seu orçamento. Tais variáveis associadas à imensidão de opções de lazer e consumo corroboram ainda mais a latente necessidade das organizações investirem recursos e tempo para chamar a atenção dos consumidores C.

Nesse sentido, existem dois panoramas passíveis de êxito, empresas que investem no Esporte utilizá-lo como plataforma de aproximação com o consumidor final, destacar o mesmo como um atributo competitivo de seus produtos e gerar brand equity para sua marca. Por outro lado, existe perspectiva das entidades esportivas (clubes, federações, etc) com possibilidade de aumentar suas bases de “clientes”, massificando sua marca e/ou modalidade, tornando-se atraentes comercialmente para potencias patrocinadores e acima de tudo gerando lucros financeiros e esportivos.

Não existe receita de bolo, mas é consenso que o aparentemente inexorável modelo de gestão esportiva está sucateado e ultrapassado e da forma que está sendo conduzido não conseguirá atender uma premissa básica no processo de decisão de compra do público C, segundo palavras de Klein (presidente das Casas Bahia), “É um consumidor que vê o produto como trofeú a ser conquistado, Se o ajudarmos, ele volta”. Então fica a questão, será que patrocinadores e patrocinados entregam tal experiência?
Forte Abs
Fico no aguardo de participações

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O desafio no processo de implementação de meritocracia e estabelecimento de metas na Gestão Esportiva

Olá Pessoal,
Espero que tenham aproveitado o final de semana para acompanhar os jogos da Copa do Mundo. Gostaria de lhes apresentar hoje uma realidade/desafio no complicado mundo da Gestão Esportiva, como implementar políticas de meritocracia e trabalhar com metas no contexto esportivo?
O questionamento se baseia em duas situações relatadas por amigos que atuam no mercado desportivo, sendo que o primeiro ocupa um cargo público e o segundo exerce a função de consultor em entidades esportivas. Após uma longa conversa, na qual ambos foram detalhando os problemas encontrados em suas rotinas de trabalho, concluímos que não existem diferenças significativas nos modelos gerenciais capazes de justificar a discrepância existente nos resultados acumulados de 2009 e YTD 2010.
Se por um lado as entidades esportivas buscam diversificar suas fontes de receitas, reduzir suas despesas operacionais, ganhar eficiência e atratividade comercial, os órgãos públicos insistem em "tomar sopa de garfo" nas temáticas Copa do Mundo 2014 e Rio 2016 ao não aplicar rígido controle de fiscalização e cumprimento de cronograma. Em ambos os casos conscientizar os individuos envolvidos de que a única forma de se obter sucesso é respeitando os princípios de governança coporativa, planejamento, entre outros, mas, o que parece ser quase impossível é trazer à tona a obrigatoriedade de considerar meritocracia e metas acima de tudo.
O tal amigo funcionário público afirmou categoricamente que todos projetos que contemplem a distribuição de verbas públicas de maneira diretamente proporcional a performance gerencial de ONGs, clubes, federações, governos estaduais e municipais, ou seja, seguidores de práticas gerenciais eficientes, vai para na primeira gaveta que apareça clamando por receber mais papel.
Por outro lado, o amigo consultor, relatou, que recentemente, ao realizar um trabalho de estabelecimento de metas e diversificação de receitas em uma entidade desportiva, se deparou com atitudes paternalistas e coronelistas de dirigentes que se dizem preocupados com a situação da mesma e a implantação, aparentemente tranquila, se tornou em objetivos quase impossíveis de serem cumpridos.
As duas histórias, mesmo que resumidas, demonstram e corroboram a importância da migração de profissionais de outros mercados para o mercado esportivo, pois este necessita de boas práticas e profissionais que de fato se orientem para resultados.
Alguém se habilita?
Forte Abraço