Sócios,
Hoje um post especial, mas manterei a opção de traçar um panorama geral e aprofundar a temática apenas com os "colaboradores" que desejarem debater a questão em outros canais. Apresentarei dados consolidados e análises pessoais de maneira isolada, porém muitas das variáveis estão correlacionadas, ok?
Nos últimos tempos a classe C tem sido o foco das atenções em muitos negócios, porém estudo recente da FGV apontou que as classes A e B cresceram em ritmo mais acelerado nos últimos 21 meses (12,8% frente a 11,1% da classe C) e já representam um consumo anual de 930 milhões de reais.
Afinal quais as consequências deste crescimento no varejo esportivo e na marcas que no Brasil operam?
Backgrounds
Varejo
O crescimento consolidado do varejo geral em 2010 foi de 7,5% e a estimativa para 2011 é de incremento de 8% nas vendas. No entanto, dados não oficiais apontam que o varejo esportivo se desenvolveu acima dos 30% em lojas físicas e 40% nos canais de e-commerce, ou seja, um resultado de encher os olhos de investidores e marcas que ainda não operam no país.
O Varejo na Indústria do Esporte
Se a indústria do Esporte movimenta cerca de 50 bilhões de reais e representa 2% do PIB brasileiro pode-se dizer que desse total 68% é participação de vendas no varejo e inclui: materiais esportivos, calçados, equipamentos, acessórios, alimentos e bebidas específicos, etc.
Megaeventos
Dizer que Copa do Mundo, Olimpíadas e eventos secundários impulsionarão o consumo não é necessário!
Dumping
A sobretaxa de US$ 12,47 por calçado oriundo da China está em vigor desde setembro de 2009 como forma de aumentar a competitividade dos produtos nacionais no mercado interno. A medida surtiu efeito inicialmente, mas com a queda do dólar, remodelagem do portfólio de produtos das marcas internacionais e desenvolvimento da produção nacional, as "gringas" pouco foram afetadas e continuam a crescer vertiginosamente.
Dólar e Tributação
A queda acumulada da moeda americana em 2011 ultrapassou os 6,5% e na tentativa de equilibrar a balança comercial o Governo elevou tributos para compras realizadas no exterior, porém sem efeito significativo por enquanto.
Implicações
Novas Marcas
O cenário macroeconômico favorável abriu os olhos de muitas marcas internacionais que passaram a operar no Brasil com subsidiárias, mas principalmente através de licenças. O crescimento do poder de consumo, crédito e expansão das classes A e B estimularam a entrada de marcas Premium, especialmente as que atuam em nichos e na categoria de acessórios (vale lembrar que marcas que possuem portfólio 360 ainda levam vantagem nos PDVs multimarcas). Acredito que ainda exista muito espaço para a chegada de novas marcas como Jako e Li Ning e para o crescimento de marcas como OGIO, TNF, Under Armour, entre outras.
Marcas Próprias e Categorias de Produtos
Na tentativa de reduzir a "dependência" da indústria e aumentar fontes de receitas, assim como ocorre no segmento de FMCG, o varejo esportivo começa a desenvolver e comercializar marcas próprias, criar produtos financeiros e até mesmo licenciar marcas internacionais. Outra esratégia adotada é tentar equilibrar a participação das 3 principais categorias: calçados, vestuário e acessórios que geralmente ficam em 45%, 40% e 15% respectivamente.
Distribuição
Como o varejo esportivo brasileiro é muito pulverizado (pequenos varejos multimarcas e especializados com gestão familiar) e ainda está longe de se consolidar, como por exemplo no Chile, as marcas passaram a repensar suas áreas de vendas (ampliação da base de representação) e apostar em gerenciamento de canais mais agressivo. Além disso, nota-se expansão de lojas próprias das marcas, mas em muitos casos com "direito de exploração" de algum varejista multimarcas (Ex. Nike-SBF) caso que se repete até nas plataformas digitais através de "shop in shop" online (ex. Netshoes-Adidas).
Produtos
Com o dumping as marcas internacionais revisaram suas pirâmides de produtos e aumentaram a participação da produção nacional nos seus negócios.Tal reposicionamento deu um ganho de competitividade nos PDVs, já que com um melhor gerenciamento de canais e política mais agressiva de vendas conseguiram obter capilaridade de vendas através de varejos multimarcas e construção de marca (aspiracional) em lojas próprias. Adicionalmente, a sequência de queda do dólar deixará as novas coleções ainda mais competitivas e com a queda da moeda+tributação de compras no exterior+ crédito, produtos adquiridos anteriormente em viagens internacionais passaram a ser consumidos internamente, afinal por que os consumidores das classes A e B deixarão de ter um produto no momento de desejo de compra para tê-lo apenas na próxima visita à Buenos Aires?
Marketing e Trade Marketing
As ações passaram a ser muito cooperadas entre marcas e varejistas melhorando cada vez mais a relação sell in x sell out. Além disso, interações objetivas via plataformas digitais facilitam as informações sobre produtos e onde comprá-los. Complementarmente, as práticas de PDVs melhoraram absurdamente (longe ainda das praticadas em FMCG) com ampliação e integração de Merchandising, Promoção e Treinamento.
Enfim, pode-se dizer que o mar está para peixe e qualquer marca que não acompanhe essa nova dinâmica precisa urgente rever suas estratégias.
Sucesso a todos
Forte Abs
Fontes: CMnovarejo, exame, empreendedor.com.br, DCI.com.br, APESCE e IG
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
terça-feira, 22 de junho de 2010
Dunga, uma ameaça para qualquer marca
Dunga, uma ameaça para qualquer marca
Em período de Copa do Mundo é quase impossível encontrar publicidade que a temática central não seja o futebol. Na maioria das campanhas as figuras centrais são jogadores, técnicos, piadas com os principais rivais, alusões com o verde e amarelo, músicas que ficam na cabeça, entre outras imagens ou sons que remetem a modalidade.
No entanto, a Copa da África do Sul tem uma particularidade jamais vista em outros mundiais, pois, o Brasil, com uma seleção normal e pouco carismática, contribuiu para a centralização de ações nos poucos indivíduos com forte apelo comercial, tais como Kaká, Luís Fabiano, Júlio César e principalmente Robinho. A lacuna de carisma é tão notória que até mesmo Ronaldinho, não convocado para a competição, tem aparecido com certa frequência nas propagandas.
O fator preocupante e que motivou esse novo post foi a coletiva do Dunga após o jogo contra a Costa do Marfim, afinal há tempos não via uma atitude tão lamentável e pouco profissional no esporte como a ofertada pelo técnico da seleção brasileira. Por isso, peço a permissão de utilizar a primeira pessoa, já que como torcedor, profissional do esporte, consumidor e acima de tudo brasileiro me senti envergonhado com o comportamento do Dunga.
Fica a sensação de que o “homem” perdeu completamente a noção sobre o que é real e o que é fantasia de sua cabeça. O complexo de perseguição parece não ter fim e as palavras proferidas ao excelente repórter Alex Escobar da rede Globo comprovam o alto grau de insanidade do treinador.
Dadas as circunstâncias anteriormente descritas, será que as marcas Brahma e Oi realmente desejam que suas marcas sejam associadas com um comportamento agressivo, pois de guerreiro não tem nada a começar pela perda da honra, ou de liberdade, que também não se vê caracterizada na relação Dunga e imprensa, afinal alguém mensurou os riscos de apostar no treinador mal educado como garoto propaganda?
Me nego acreditar que marcas tão fortes e valiosas de fato queiram aproveitar as características do técnico para promover suas marcas e produtos, pois este nada representa os atributos tão valorizados e excessivamente comunicados por estas empresas.
Prefiro acreditar que tenha sido um erro gravíssimo e que tudo isso será revisto e quem sabe em 2014 melhor planejado.
Não as palavras de baixo calão, não ao Dunga!
Forte Abs
Em período de Copa do Mundo é quase impossível encontrar publicidade que a temática central não seja o futebol. Na maioria das campanhas as figuras centrais são jogadores, técnicos, piadas com os principais rivais, alusões com o verde e amarelo, músicas que ficam na cabeça, entre outras imagens ou sons que remetem a modalidade.
No entanto, a Copa da África do Sul tem uma particularidade jamais vista em outros mundiais, pois, o Brasil, com uma seleção normal e pouco carismática, contribuiu para a centralização de ações nos poucos indivíduos com forte apelo comercial, tais como Kaká, Luís Fabiano, Júlio César e principalmente Robinho. A lacuna de carisma é tão notória que até mesmo Ronaldinho, não convocado para a competição, tem aparecido com certa frequência nas propagandas.
O fator preocupante e que motivou esse novo post foi a coletiva do Dunga após o jogo contra a Costa do Marfim, afinal há tempos não via uma atitude tão lamentável e pouco profissional no esporte como a ofertada pelo técnico da seleção brasileira. Por isso, peço a permissão de utilizar a primeira pessoa, já que como torcedor, profissional do esporte, consumidor e acima de tudo brasileiro me senti envergonhado com o comportamento do Dunga.
Fica a sensação de que o “homem” perdeu completamente a noção sobre o que é real e o que é fantasia de sua cabeça. O complexo de perseguição parece não ter fim e as palavras proferidas ao excelente repórter Alex Escobar da rede Globo comprovam o alto grau de insanidade do treinador.
Dadas as circunstâncias anteriormente descritas, será que as marcas Brahma e Oi realmente desejam que suas marcas sejam associadas com um comportamento agressivo, pois de guerreiro não tem nada a começar pela perda da honra, ou de liberdade, que também não se vê caracterizada na relação Dunga e imprensa, afinal alguém mensurou os riscos de apostar no treinador mal educado como garoto propaganda?
Me nego acreditar que marcas tão fortes e valiosas de fato queiram aproveitar as características do técnico para promover suas marcas e produtos, pois este nada representa os atributos tão valorizados e excessivamente comunicados por estas empresas.
Prefiro acreditar que tenha sido um erro gravíssimo e que tudo isso será revisto e quem sabe em 2014 melhor planejado.
Não as palavras de baixo calão, não ao Dunga!
Forte Abs
sexta-feira, 11 de junho de 2010
E se as seleções fossem empresas?
Olá Pessoal,
Esta semana a Revista Isto é Dinheiro divulgou um levantamento da publicação Football Finance, que considerou os valores dos passes dos jogadores de cada seleção do mundial para criar um ranking das seleções mais valiosas da competição, e comparou com valores de mercado de grandes empresas nacionais.
O ranking sob a ótica de análises mais detalhadas que incluam variáveis mais consistentes seria bastante questionável, já que indicadores importantes não foram considerados no estudo da publicação. No entanto, aceitando a delimitação proposta pelo estudo, o ranking faria bastante sentido, já que na seleção espanhola, supostamente a mais valiosa, boa parte do elenco atua no campeonato espanhol, um dos mais ricos do mundo, logo tal variável eleva os valores dos direitos de outros jogadores nascidos na Espanha.
Embora a delimitação tenha a proposta de considerar apenas o valor do passe seus resultados são limitados, pois não considera variáveis que teriam peso significativo no processo de elaboração do ranking.
Para melhor ilustrar o questionamento feito acima, imagine cada seleção fosse uma marca apresentaria melhor performance no indicador “lembrança de marca” Brasil ou Espanha? No mesmo sentido, qual empresa teria mais “penetração de mercado”? Quem arrecadou mais receitas em premiações e patrocínios? Qual seleção apresenta menor índice de rejeição junto ao consumidor? Qual apresenta maior intenção de compra? Quem possui consumidores/torcedores mais fiéis? Quem tem melhor eficiência operacional? Que seleção possui maior diferencial competitivo? Qual gera mais valor e riqueza a seus parceiros?
Enfim são diversas as variáveis que poderiam alterar substancialmente o ranking da publicação, mas, assim como constatado no processo de tomada de decisões no Esporte, a falta de informações acuradas insistem em revelar cenários pouco confiáveis.
De qualquer forma, estes estudos começam a ser realizados e muito em breve os gestores do Esporte poderão planejar e decidir de maneira mais assertiva.
Forte Abraço
Esta semana a Revista Isto é Dinheiro divulgou um levantamento da publicação Football Finance, que considerou os valores dos passes dos jogadores de cada seleção do mundial para criar um ranking das seleções mais valiosas da competição, e comparou com valores de mercado de grandes empresas nacionais.
O ranking sob a ótica de análises mais detalhadas que incluam variáveis mais consistentes seria bastante questionável, já que indicadores importantes não foram considerados no estudo da publicação. No entanto, aceitando a delimitação proposta pelo estudo, o ranking faria bastante sentido, já que na seleção espanhola, supostamente a mais valiosa, boa parte do elenco atua no campeonato espanhol, um dos mais ricos do mundo, logo tal variável eleva os valores dos direitos de outros jogadores nascidos na Espanha.
Embora a delimitação tenha a proposta de considerar apenas o valor do passe seus resultados são limitados, pois não considera variáveis que teriam peso significativo no processo de elaboração do ranking.
Para melhor ilustrar o questionamento feito acima, imagine cada seleção fosse uma marca apresentaria melhor performance no indicador “lembrança de marca” Brasil ou Espanha? No mesmo sentido, qual empresa teria mais “penetração de mercado”? Quem arrecadou mais receitas em premiações e patrocínios? Qual seleção apresenta menor índice de rejeição junto ao consumidor? Qual apresenta maior intenção de compra? Quem possui consumidores/torcedores mais fiéis? Quem tem melhor eficiência operacional? Que seleção possui maior diferencial competitivo? Qual gera mais valor e riqueza a seus parceiros?
Enfim são diversas as variáveis que poderiam alterar substancialmente o ranking da publicação, mas, assim como constatado no processo de tomada de decisões no Esporte, a falta de informações acuradas insistem em revelar cenários pouco confiáveis.
De qualquer forma, estes estudos começam a ser realizados e muito em breve os gestores do Esporte poderão planejar e decidir de maneira mais assertiva.
Forte Abraço
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Bola sobrenatural ou opinião encomendada?
A falta de assunto sobre a Copa do Mundo parece avançar para uma "briga"extra campo da indústria de artigos esportivos. O cenário é favorável à Adidas patrocinadora oficial do Mundial que além do sucesso internacional de suas ações nas mídias sociais tem conquistado cada vez mais espaço junto ao Trade.
A evolução da marca nos pontos de vendas especializados em todo território nacional tem garantido não só visibilidade, mas um aumento de vendas que assegura a marca alemã maior participação de mercado e consolidação acelerada de seus resultados por aqui. Em contrapartida a Nike é patrocinadora da maior formadora de opinião do mundo, a seleção brasileira.
No entanto, a recentes críticas feitas por jogadores, especialmente da seleção brasileira, parecem ser muito mais do que simples reclamação sobre as especificações técnicas do produto, pois ao se analisar o histórico de patrocínio de materiais esportivos de todos os atletas que explicitaram suas opiniões fica evidente a coincidência de que quase todos são "Atletas Nike". Por outro lado, caso a bola seja realmente "sobrenatural" e ruim com certeza não veremos Messi ou Kaká proferir uma crítica sequer ao produto, afinal a fabricante da mesma contribui anualmente na geração de riquezas desses jogadores.
Sendo assim, conclui-se que o jogo já começou e ambas as marcas devem aproveitar ao máximo o evento para alavancar suas vendas, mas cabe aos espectadores o bom senso de filtrar toda e qualquer informação que venha da África do Sul.
De qualquer forma vale registrar os parabéns à Adidas pela integração de suas ações e à Nike pela capacidade de viralizar suas campanhas.
Agora é esperar para conferir que se dá bem no final!
Abs
De qualquer forma vale registrar os parabéns à Adidas pela integração de suas ações e à Nike pela capacidade de viralizar suas campanhas.
Agora é esperar para conferir que se dá bem no final!
Abs
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