Pesquisar este blog

segunda-feira, 28 de março de 2011

Esporte Paraolímpico: alternativa e garantia de retorno

Sócios, Alguém já se sentiu incapaz ou incomodado em depender de outra pessoa? Por conta de uma lesão temporária pude sentir na pele os desafios de ter uma vida com limitações de movimento e durante o período pude refletir sobre a importância de ter apoio e como não existe acessibilidade no nosso país.
O fato é que após algumas conversas com meu amigo Flávio Perez, jornalista e editor do Blog Paraolimpico tive a certeza de que as empresas e nós, gestores do esporte, estamos a desperdiçar um gigante adormecido, o ESPORTE PARAOLÍMPICO BRASILEIRO. Nosso país está entre as 4 maiores potências esportivas do planeta e nossos atletas sempre figuram nos pódios das mais diversas modalidades, mas vamos enxergar o tamanho do mercado que vem constantemente sendo negligenciado, porém afirmo que este cenário está prestes a ser revisto...
Desde 2 de Dezembro de 2004 está em vigor a lei 5296 conhecida como a Lei da Acessibilidade que regulamenta o atendimento às necessidades de pessoas com deficiência, (eliminei o termo portadora, pois como diria uma conhecida deficiente " Se eu portasse algo deixaria em casa quando quisesse). Resumidamente a lei concerne projetos arquitetônicos, comunicação e informação, mas, na prática, esqueçam tudo isso.. Conhecem algum site 100% acessível? Bairros? Eventos?
Enfim, vamos ver o que estamos perdendo de mercado.... - 15% da população possui algum tipo de deficiência; - 500 pessoas adquirem alguma deficiência diariamente; - Produtos e serviços de reabilitação movimentam 1,5 bilhão no país; - Apenas 20% das vagas para deficientes são ocupadas; - Existe pouca informação sobre os hábitos de consumo desse público ( Quanto consomem, onde consomem?; - 55% dos deficientes são das classes A e B , podem consumir bastante né? Um cálculo míope nos garante afirmar que são 27 milhões de potenciais consumidores de nossas marcas. Dá para deixar essa base fora de nossos negócios? Fundamentado nesse cenário iremos apostar nossas fichas nos próximos meses e mostrar ao ao mercado que o Esporte Paraolímpico pode e será um ponto de contato absurdamente eficaz com consumidores finais, trazendo atributos positivos as marcas, aumentando vendas e tudo isso através de interatividade e contribuição para o desenvolvimento e consolidação do Brasil como potência olimpica. Sigam o @paraolimpicos

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Direitos de Mídia e possíveis implicações no mercado esportivo

Sócios,
Na última semana, no dia 18/02, o Clube dos 13 publicou em jornais do país uma nota convocando os interessados nos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a fazer propostas. Além disso, não limitou-se apenas em direito de TV, ou seja, a entidade fracionará as vendas em TV aberta, fechada, internet, pay per view, etc. A decisão é correta, mas já causa preocupações aos atuais anunciantes da TV Globo e , por isso, decidi compartilhar com vocês pontos positivos e negativos sob diferentes óticas.
Segundo o portal Máquina do Esporte, em 2003 cada cotista do futebol da rede Globo pagava 59 milhões de reais para ser anunciante do Campeonato Brasileiro, já em 2010 as marcas detentoras das cotas desembolsaram cerca de R$ 134 milhões, uma "inflação" e/ou valorização de 227% em 7 anos. De fato, se qualquer um de nós fosse o gestor dos budgets dos anunciantes estaria extremamente preocupado com a possibilidade de concentrar grande parte dos investimentos em apenas uma plataforma.
O mercado esportivo, especialmente o futebol, tende a sofrer valorização significativa nos próximos meses e não nos próximos anos, já que boa parte das empresas que buscam associar suas marcas ao esporte já tem como diretriz que tal estratégia só faz sentido se a aposta for por resultados de médio e longo prazo. Essa tendência de aportes longitudinais acarretará em saturação das propriedades que proporcionam muita visibilidade e servirá como catalisador para o surgimento de investimentos alternativos e consistentes.
É certo que placas publicitárias, patrocínios aos grandes clubes, patrocínios de eventos televisionados serão a primeira alternativa de quem ficar de fora das cotas, mas não suficiente para atender a todos. Nesse sentido, acredito que o Clube dos 13, outras modalidades, torcedores e marcas investidoras serão beneficiadoas.
De maneira simplista:
- Clube dos 13 arrecadará mais com a venda fracionada das mídias a empresas que possuem a melhor expertise para produzí-la e executá-la, por consequência o torcedor consumirá conteúdo de qualidade. O futebol, possivelmente "saturado", abrirá portas para que investimentos sejam alocados em outras modalidades que mais capitalizadas melhorarão estruturas e resultados esportivos. As marcas sairão da inércia de busca constante por visibilidade, serão mais criativas, criarão novos pontos de contato com seus consumidores, priorizarão ativações e assim confirmar que o diferencial de apostar em plataformas esportivas reside em criar identidade com o "consumidor esportivos", interagindo, participando e se relacionando.
Forte Abs a todos

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Gestão de Benefícios no Esporte


Econcard fecha com Touch Sports e entra no mercado esportivo


A empresa Econcard, especializada em gestão de benefícios, se prepara para desembarcar no badalado mercado esportivo. A motivação para ingressar no novo mercado baseia-se na expertise da empresa, na necessidade dos clubes de maximizar suas fontes de receitas e na demanda crescente de processos gerenciais profissionais. Os investimentos para iniciar a operação não foram divulgados, mas o plano de negócios já está aprovado pelos proprietários. Os trabalhos avançam para a etapa de implementação do negócio.
Na prática a empresa oferecerá ao mercado soluções em benefícios customizadas, capazes de alavancar o aumento da base de associados de clubes, reduzir custos operacionais, fidelizar os sócios, gerar novas fontes de receitas e expandir capacidade de negociação de propriedades, que não objetivam a visibilidade.
O novo desafio terá suporte da Touch Sports, consultoria de gestão de marcas no esporte, e as empresas irão se comprometer com os resultados dos clientes apostando na gestão profissional de toda cadeia deste serviço, ou seja, auxiliando desde promoção até atendimento de back office.
Para Christian Fernandez, sócio proprietário, a EconCard acredita que a parceria com a TouchSports permitirá que as interações positivas com os clientes e o alto nível de qualidade oferecidos a empresas, seja apresentado aos clubes sociais e esportivos. Alterando sobremaneira a atual relação dos clubes com seus associados, viabilizando uma relação mais profissional e uma percepção de alto valor agregado.
“Existe uma necessidade latente dos clubes em otimizar seus programas para sócio- torcedores de forma a depender cada vez menos da preferência e/ou descontos na compra de ingressos. Mas, na grande maioria das vezes, poucos clubes sabem como aproveitar a gestão de benefícios como meio para aumentar o faturamento junto à base de associados. Além disso, os benefícios são negociados caso a caso, sem ganho de escala e isso reduz o valor percebido pelo sócio” reforça Lucas Bueno, responsável pelas áreas de planejamento e comercial da Touch Sports.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O não incentivo da Lei de Incentivo

Sócios,
Mais uma vez cá estou a me desculpar pela ausência nos últimos 45 dias. De qualquer maneira nesse período separei algumas temáticas interessantes que serão compartilhadas no mês de Janeiro.
Para iniciar os debates de 2011 optei por postar alguns dados extraídos do portal Máquina do Esporte, no dia 14/12/2010, que escancara a ineficiência do Estado em transformar a Lei de Incentivo ao Esporte em uma ferramenta que de fato contribua para o desenvolvimento do desporto brasileiro. Por outro lado, os dados confirmam o despreparo e/ou medo das grandes organizações que operam em lucro real em utilizar a lei para otimizar seus negócios. Além disso, pode ser uma evidência de que os projetos nada se adequam as estratégias corporativas.
A dinâmica é simples, PJ declarantes de lucro real podem destinar 1% do IR devido para projetos previamente aprovados junto ao Ministério do Esporte, na prática, acertadamente ou erroneamente, vendido pelo mercado como "transformar impostos em verba de marketing".
Em 2010 o ME aprovou 324 projetos que totalizavam aproximadamente R$ 132.629.000 a serem captados, mas apenas 99 projetos obtiveram êxito no processo de captação e conseguiram arrecadar quase 6 milhões de reais, ou seja, menos que 4,48% do total liberado. O números do ano passado são os menores desde que a lei foi sancionada e confirma que o modelo de repasse pouco tem sido aproveitado.
Para efeitos comparativos em 2007 foram captados 53,53% do total aprovado, em 2008 33,45%, em 2009 11,20%. A decadência na captação me fez refletir sob 3 diferentes possibilidades:
- Os projetos são formatados, aprovados, mas não existe fôlego em comercializá-los, logo a "culpa" é da União e dos proponentes, pois uma não oferece suporte no processo de approach junto as empresas e outros não alinham "sonhos' e "projetos" as demandas de mercado;
- As empresas desconhecem a simplicidade dos trâmites burocráticos e os terceiros que comercializam os projetos não estão sabendo deixar a facilidade evidente;
- A lei é falha ao parecer "assistencialismo" da iniciativa privada.
O que chama a atenção é que projetos com alta visibilidade, pois são televisionados, não encontram nenhum dificuldade em conseguir os aportes. Projetos nanicos raramente são alvo das organizações e projetos que contemplem visibilidade, resultados, controle e são consistente "ralam" para conseguir 100% da verba liberada, basta olharmos o caso do Clube Pinheiros, talvez hoje o melhor projeto esportivo do país, que não conseguiu 100% do dinheiro liberado.
Sendo assim, melhorias na lei poderiam servir como catalisadores no processo de captação. Para isso, proponho uma postura adicional a de controladora já exercida pelo Estado, uma conduta ativa de desenvolvimento de novos negócios dando sinergia entre iniciativa privada e proponentes de modo a viabilizar que tais projetos saiam do papel. Em um cenário mais radical uma decisão "top down" na qual obrigasse ou fizesse repasse direto do famoso 1% para os projetos, já que pode ocorrer das organizações não quererem suas marcas associadas a uma modalidade X ou evento Y e isso lhes é de direito.
Afinal faz sentido 4,48%? No que isso ajudou o esporte brasileiro?
Esta é uma discussão resumida e simples do problema que pode continuar e se aprofundar com a participação de vocês.
Forte Abraço

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Touch Sports fecha parceria e passa a operar na Itália



A definição do Brasil como sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas 2016 colocou o país na mira de investimentos estrangeiros e agitou o mercado de marketing esportivo. Nos últimos meses, Ronaldo se associou a WPP, Brunoro e Neogama se uniram para criar um novo negócio e muitas outras empresas nasceram na tentativa de aproveitar as oportunidades que serão geradas.


Atenta a essa movimentação, a Touch Sports, consultoria especializada em gestão de marcas no esporte, optou por adotar uma estratégia ativa para geração de novos negócios intercontinentais e, por isso, acertou uma parceria para prospectar potenciais investidores internacionais. A empresa passa a ter agora uma sede na Europa, sendo que o primeiro escritório está situado na cidade de Modena, Itália.


A operação italiana será gerenciada pelo executivo Gustavo Pieratti, profissional com carreira desenvolvida em empresas como Xerox e Sharp, e que há 5 anos reside, estuda e trabalha em Modena. No Brasil, a Touch Sports contará ainda com o reforço de André Luiz da Silva, executivo com ampla experiência no segmento healthcare, tendo atuado nos hospitais São Luiz, HCor, Santa Cruz e Vita Curitiba, onde ainda exerce a função de superintendente geral. Em breve, a Touch Sports inaugurará também sua operação em Curitiba.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Como o Banco do Brasil aceita isso?

Sócios,
Gostaria de compartilhar com vocês um vídeo que me deixou assustado. Fiquei sabendo do vídeo através de um dos colaboradores aqui da Touch Sports e confesso que a situação me preocupou? Afinal qual o papel dos patrocinadores das confederações? Somente injetar dinheiro? Creio que não!
Uma breve explicação... O Banco do Brasil é patrocinador oficial da Confederação Brasileira de Ciclismo, sediada na cidade de Londrina-PR, uma entidade pouco estruturada e sem preocupações de garantir ao seu patrocinador o retorno. O agravante desta história é que mesmo com o aporte da instituição financeira a CBC não consegue desenvolver e muito menos incentivar atletas da modalidade.
Resumidamente, em uma etapa do mundial de Mountain Bike 4-X de 2010, a atleta Luana Oliveira, jovem promessa da modalidade, fez todos os participantes do evento + o narrador delirarem com o arrojo das manobras e técnica apresentada, mas..... Reparem... Conseguem perceber como o patrocinador está exposto no uniforme?
Seria um protesto? Informações que tenho : a atleta foi custeada pelo patrocinador de bicicleta, mas, obrigada, teve que usar o uniforme da confederação.
Confiram essa vergonha e façam o mesmo questionamento que fiz... Como o BB aceita isso?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SWU confirma que Brasil ainda não está apto a organizar, produzir e promover grandes eventos.

Sócios,

Faz tempo que não nos falamos! Peço compreensão , pois as últimas semanas foram uma loucura no trabalho e exatamente por essa loucura que decidi ir com mais 2 amigos ao tão esperado SWU para assistir aos shows das minhas bandas favoritas!

Por isso, hoje, peço licença a todos para compartilhar com vocês a opinião de um profissional, mas sob ótica de um consumidor.

Por isso, através de um curto timeline, vou descrever as muitas experiências negativas e positivas do evento.

09/10

Saída, 7:30 am de São Paulo sentido Itu via Rod. Castelo Branco para fazer a triagem do camping e na sequência subir para a arena de shows. No km 78 entramos em Itu e primeira surpresa.....pouca sinalização e orientações de acesso a Fazenda Maeda.

Ao chegar na triagem do camping do “evento sustentável", acreditem um verdadeiro lixão a céu aberto com pouquíssimas latas de lixo, muitas pessoas deitadas no chão e bastante frio. Me permiti especular o que estava ocorrendo e todas essas pessoas estavam na fila desde à 1:30 da manhã e já eram 9:00.

Então entramos na fila... quando de repente fomso informados que o estacionamento só seria gratuito até 10:00 am, mas , com certeza, não completaríamos a triagem até o horário. Então, um de nós pegou o carro e levou até o dito estacionamento. Chegando lá, nenhum, exatamente nenhum, promotor, produtor, segurança, policial, bombeiro e etc sabiam dar uma informação de maneira assertiva, logo já constatamos que os terceiros não haviam passado por treinamento.

Mas tudo bem vamos curtir, ok? Não.. quando decidimos tomar banho descobrimos que a organização não havia nos dados os cobiçados vale banhos e a fila de espera para curtir 7 minutos de água morna era de 2 horas e meia. Tudo bem , vamos tomar cerveja e esperar!

Banho tomado fomos para a Arena, uma confusão para entrar... ( eu já estava ficando muito puto), lá dentro o consumidor sendo feito de idiota... no caixa a cerveja custava 6 reais, com os marreteiros custava 7 reais, mas, nitidamente, a medida que a demanda ia aumentado o preço subia junto, a famosa fórmula oferta x demanda!

O som estava muito baixo e no principal show da noite.. duas quedas de energia, pois ao aumentar o volume das caixas os geradores eram exigidos e adivinhem? Deviam ser geradores pra esquentar água de chuveiro!!!!

10/10

Após dormir apenas 4 horas, acordei e pensei: “Vou aproveitar que está cedo e tomar banho!”, que ilusão: 09:30 da manhã e adivinhem.... FILA!!!! Me dirigi ao café e pela primeira vez durante os 3 dias a fila para fazer a necessidade fisiológica 1 era menor do que a para fazer a 2!!!!

Então vem a surpresa 12:00 decidimos tomar cerveja e ao chegar para pedir uma HEINEKEN passei pelo seguinte diálogo:

- Senhor, só temos Skol ou Itaipava!
- Mas não é um evento patrocinado pela Heineken?
- Não sei senhor! Sei que só temos Skol e Itaipava!
Não acreditando naquilo , perguntei de novo:
- Tem certeza? São cervejas de duas concorrentes: Ambev e Petropolis.
- Ah é? Elas tb patrocinam o evento?
Então desisti e comecei a reparar que todos os freezer eram da Ambev!

Deixei quieto e falei vamos aproveitar! Então uma jovem do camping passou mal e o socorro demorou a chegar, pois, no pronto atendimento, não tinha uma alma viva sequer!

Fomos ao show!!!!!!

11/10

O dia que eu mais esperava!

Resumo:

- Discuti com o marreteiro por causa da palhaçada dos preços, pois o preço da cerveja oscilava mais que ações das empresas X de Eike Batista
- Foi impossível comer qualquer coisa lá dentro.
- O som funcionou melhor!!! Acho que alugaram mais alguns geradores
- Desisti de pegar informações;
- E como consumidor e não profissional ajudei a disseminar o buzz negativo sobre o evento.


Sei que o assunto não está diretamente associado ao Esporte, mas , mais uma vez, o evento foi muito sustentável para o organizadores, afinal 3 dias super lotados, as marcas patrocinadoras , por mais que neguem, terão suas marcas associadas a diversas experiências negativas, os palestrantes do fórum indignados e o consumidor saiu prejudicado sem saber nada de sustentabilidade.


Vamos ficar atentados à organização e produção de eventos, mas acima de tudo aprender a proteger os patrocinadores dentro e no entorno do evento.


Abs